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segunda-feira, 16 de junho de 2008


Sons mudos

Da consonância [da vida
nasce o desejo de dispor
de um tempo, de palavras,
de bons olhos e compor
as dádivas do presente,
sintetizando os frutos do amanhã.

Árvore incerta, de colheita incerta,
em baseio prévio do hoje. Eis raízes!
Os olhos mudos, por vezes surdos,
vendo um porque, um destino,
ou não vendo.

Não importa tempo meu
onde me leves estarei aqui,
pensando no que me convém,
tecendo minha admiração.

Mas não revogo, és o tempo.
E tens teus deveres cumpridos,
e tens efeitos sob teu poder,
tens a certeza que não tenho.

Passas tu, no relógio, no ar,
nos meus cabelos, nos meus desejos.
Passas tu e renova envelhecendo.
Eis a incerteza da árvore!

Então que digo? Pois,
sendo eu vivente
a ti tenho submissão,
sendo nascida,
tenho em ti uma missão
já descoberta, porém não aplicada,
por suas trazidas impermeabilizações.(?)

Eis a incerteza da árvore!


Indira Emanuelle de J. Costa

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